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Artigos diversos

Modos  (Artigos diversos) escrito em domingo 25 maio 2008 21:36

Artigo Escrito por Tom Silva


airtonsax@hotmail.com
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=7694096428781628365

Modos Gregos

Na Grécia antiga, as diversas organizações sonoras (ou formas de organizar os sons) diferiam de região para região, consoante as tradições culturais e estéticas de cada uma delas. Assim, cada uma das regiões da antiga Grécia deu origem a um modo (organização dos sons naturais) muito próprio, e que adaptou a denominação de cada região respectiva. Desta forma, aparece-nos o modo dórico (Dória), o modo frígio (da região da Frígia), o modo lídio (da Lídia), o modo jónio (da região da Jónia) e o modo eólio (da Eólia). Também aparece um outro — que é uma mistura — denominado modo mixolídio.

História

Historicamente, os modos eram usados especialmente na música litúrgica da Idade Média, sendo que poderiamos também classifica-los como modos "litúrgicos" ou "eclesiásticos". Existem históriadores que preferem ainda nomeá-los como "modos gregorianos", por terem sido organizados, também, pelo papa Gregório I, quando este se preocupou em organizar a música na liturgia de sua época. No final da Idade Média a grande maioria dos músicos foi dando notória preferencia aos modos jónio e eólio que posteriormente ficaram populares como Escala maior e Escala menor. Os demais modos ficaram restritos a poucos casos, mas ainda são observados em diversos estilos musicais. O sétimo modo, o lócriofoi criado pelos teóricos da música para completar o ciclo, mas é de rarissima utilização e pouca aplicabilidade prática.

Fundamentação

Os modos baseiam-se atualmente na escala temperada ocidental, mas inicialmente eram as únicas possibilidades para a execução de determinados sons. Desde a antiga Grécia os modos já se utilizavam caracterizando a espécie de música que seria executada. Os modos, bem definidos então, eram aplicáveis de acordo com a situação, por exemplo: se a música remetia ao culto de um determinado deus deveria ser em determinado modo, e assim para cada evento que envolvesse música. Com o temperamento da escala e a estipulação de uma afinação padrão, os modos perderam gradativamente sua importância visto que a escala cromática englobava a todos e harmonicamente foi possível classifica-los dentro dos conceitos "maior e menor". O uso de frequências determinadas possibilitou o desenvolvimento das melodias na música juntamente com a harmonia e, com isto, na atualidade, os modos facilitam a compreensão do campo harmónico e sua caracterização, mas não possuem mais funções individuais. O fato de não mais estabelecermos diferença entre bemol e sustenido na escala cromática veio a restringir ainda mais o emprego de modos na música, senão como elemento teórico.

Os modos

Nada mais são que uma série de sons melódicos pré-definida. Ao todo são 7, mais 7 variações destes.

Compreendendo

Partimos da escala padrão diatónica (a que se forma pelas notas sem acidentes) dó - ré - mí - fá - sol - lá - sí, e sobre cada uma destas notas criamos uma nova escala diatónica. Quando fazemos isto, a relação dos tons é alterada, consequentemente todo o campo harmónico tambem muda visto que, ao estabelecer uma nota como a inicial, estabelecemos a tónica da nova escala. Para ser mais claro, na escala musical temos funções que classificamos como graus para cada uma das notas, de acordo com sua posição acerca da primeira. Portanto, (nota por nota) sendo os graus: tónica, super-tónica, mediante, sub-dominante, dominante, super-dominante e sensivel (para, por exemplo: dó - ré - mí - fá - sol - lá e sí), o que mudamos no sistema modal é esta função de cada uma, criando uma nova relação entre os graus e notas. Tudo isso deve-se unicamente por estabelecermos uma nova tônica mantendo os intervalos.

Como são

Da escala diatónica: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, extraimos a relação intervalar de tonos (T) e semitonos (st) seguinte: T - T - st - T - T - T - st. Sempre que existir esta relação intervalar, teremos o modo jónio ou escala maior (no caso, de dó). Se firmarmos como tónica o ré, usando a mesma escala diatónica, teremos: ré, mí, fá, sol, lá, sí, dó: T - st - T - T - T - st - T. Sempre que esta relação existir, teremos o modo dórico, e assim por diante:

Modos

  • T - T - st - T - T - T - st: Jónio
  • T - st - T - T - T - st - T: Dórico
  • st - T - T - T - st - T -T: Frígio
  • T - T - T - st - T - T - st: Lídio
  • T - T - st - T - T - st - T: Mixolidio
  • T - st - T - T - st - T - T: Eólio
  • st - T - T - st - T - T - T: Lócrio

 Exemplos:

  • dó - ré - mí - fá - sol - lá - sí: Jónio
  • ré - mí - fá - sol - lá - sí - dó: Dórico
  • mí - fá - sol - lá - sí - dó - ré: Frígio
  • fá - sol - lá - sí - dó - ré - mí: Lídio
  • sol - lá - sí - dó - ré - mí - fá: Mixolidio
  • lá - sí - dó - ré - mí - fá - sol: Eólio
  • sí - dó - ré - mí - fá - sol - lá: Lócrio

Entendendo melhor

Para sabermos utilizar tais sistemas na prática, devemos ter em mente que a escala musical actual é cromática, portanto, podemos estabelecer uma tonalidade e sobre esta (sem mover a nota da tónica) estabelecer cada uma das funções de um modo.

Exemplo

Partindo sempre da nota dó:

  • Jónico: dó - ré - mí - fá - sol - lá - sí
  • Dórico: dó - ré - míb - fá - sol - lá - síb
  • Frígio: dó - réb - míb - fá - sol - láb - síb
  • Lídio: dó - ré - mí - fá# - sol - lá - sí
  • Mixolídio: dó - ré - mí - fá - sol - lá - síb
  • Eólio: dó - ré - míb - fá - sol - láb - síb
  • Lócrio: dó - réb - míb - fá - solb - láb - síb

Isso cria, para cada modo, um novo campo harmónico, uma tónica em escalas diferentes.

Classificação atual

Atualmente, classificamos os modos como maiores e menores, de acordo com o primeiro acorde que formarão em seu campo harmonico.

Modos maiores

Modos Menores

Aplicabilidade

Para aplicarmos os modos praticamente, devemos ter conhecimento sobre harmonia para compreender os encadeamentos harmonicos que cada escala modal propõe. Na realidade, é muito simples: se, por exemplo, tocamos uma música na tonalidade de dó maior, cuja tônica (estabelecemos) é o sol, estamos trabalhando com o modo "sol mixolidio" (muito usado em músicas nordestinas). Se, harmonicamente, em uma música cujo tom está em dó maior, surge um acorde de ré maior, estamos no modo "dó lídio". Conhecer os modos facilita a interpretação e composição musical, desde que tenhamos bem óbvia a questão da harmonia.

 

 veja também em:

  http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Campo_harmonico&action=edit&redlink=1

 

 

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Guitarra Elétrica  (Artigos diversos) escrito em quinta 03 abril 2008 01:27

Por    Willian Fantussi Moreira

 

Guitarra Elétrica

  

 A guitarra surgiu, independetemente, pelas mãos de várias pessoas nos anos 30. No começo as pessoas usavam o instrumento acústico, só com um microfone de voz dentro de sua caixa de ressonância, depois de um tempo ele foi

substituído, por captadores ou em inglês pickups.

 

 A guitarra é composta por 13 partes:

 

1 - Mão ou paleta

2 - Pestana

3 - Tarrachas

4 - Trastes

5 - Tirante

6 - Marcação

7 - Braço

8 - Tróculo

9 - Corpo

10 - Captadores

11 - Potenciometros

12 - Cavalete

13 - Protetor de tampo

 

Afinação: Você pode afinar sua guitarra em várias afinações, mas existe uma afinação padrão, que é: (E A D G B E).

 

Começando de baixo para cima.

 

1° = E (mizinha)

2° = B ( si )

3° = G ( sol )

4° = D ( ré )

5° = A ( lá )

6° = E ( mi )

 

Contribuição de Willian Fantussi Moreira

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História do Sax  (Artigos diversos) escrito em quinta 03 abril 2008 01:05

Por Airton (Tom) Silva

http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=7694096428781628365

 

 

História do Sax 

Adolph Sax - 1814/1894

     

     O saxofone foi inventado por Antoine-Joseph (Adolph) Sax. Ele nasceu em Dinant, uma cidade no vale de Meuve na Bélgica, no dia 6 de novembro de 1814. Charles-Joseph Sax, o pai dele, era um carpinteiro que construiu uma fábrica para instrumentos de sopro de madeira e instrumentos de metal. Do pai, ele herdou a técnica e criatividade para o comércio. A relação de Adolph com o pai era boa e se baseava no respeito mútuo. Pouco se sabe sobre sua mãe, exceto que ela vivia muito ocupada cuidando dos onze filhos.
     Adolph começou sua educação formal na Royal School of Singing (Bruxelas); lá ele também estudou flauta e clarinete. Dizem que se Sax não tivesse entrado nos negócios da família ele teria feito uma boa carreira como clarinetista profissional.
     Charles concentrou suas energias na sua fábrica de instrumentos para ir ganhando a vida, enquanto Adolph ia experimentando novos designs com a finalidade de criar novos instrumentos. Dessa incrível habilidade criativa nasceram o Sax Horn (uma espécie de tuba) e os saxofones.
     Quando Adolph completou 25 anos, ele foi atraído pelo charme de Paris, e se mudou para lá. Enquanto estava em Paris, ele conheceu muitos músicos notáveis, inclusive Meyerbeer e Berlioz. Contudo, ele foi obrigado a se mudar para Bruxelas por razões econômicas.
     Depois de um período de tragédia familiar onde o Charles viu oito dos seus filhos morrerem, pai e filho se dedicaram exclusivamente ao trabalho, entorpecendo a dor da perda. Porém, a viagem a Paris teve um efeito duradouro em Adolphe e ele não pôde esperar pela oportunidade de voltar. Ele recebeu várias ofertas de trabalho, das quais ele aceitou algumas em Londres e St Petersburgo. Finalmente, ele foi atraído para voltar a Paris pela oferta de trabalho para o Serviço Militar francês.
     Quase imediatamente depois de sua chegada em Paris, Sax começou a trabalhar na sua família de cornetas tecladas; estes seriam conhecidos eventualmente como Saxhorns e seriam exibidos em 1844.
     O termo Saxhorn foi um nome que causou muitos argumentos durante anos, porque sugeria que Sax havia inventado a corneta teclada. Sax nunca reivindicou isto, porém, ele admitiu que as suas cornetas tecladas eram de uma qualidade muito superior as que os seus concorrentes estavam fabricando. Foi a família de Distin, famosa família de instrumentistas virtuosi, que reivindicou ter cunhado o nome " Saxhorn ". Eles fizeram assim diferenciar entre os instrumentos superiores fabricados por Sax dos instrumentos defeituosos existentes de um tipo semelhante.
     Tendo conseguido fabricar instrumentos de qualidade superior, a próxima meta de Sax era dá-los publicidade.
     A patente para o saxofone incluiu 14 variações.
     Sax sabia que ele teria que tornar o saxofone mais popular na indústria da música. Alguns compositores clássicos se interessaram. Entre eles Donizetti e Bizet. Alguns compositores tentaram especificamente escrever partes para sax. Porém, a maioria dos músicos clássicos recusou. Em 1845, durante a guerra governamental francesa, havia uma falta na qualidade da música de infantaria. Adoplph viu nisto uma oportunidade. Tirando vantagem da situação, ele recomendou ao Ministro de Guerra que uma competição entre uma faixa composta de saxofones e uma de instrumentos de exército tradicionais fosse feita. A faixa de saxofones subjugou a audiência. Dali em diante, os saxofones foram adotados na música militar francesa.
      Depois do debute, Adolph foi atacado por oposições mais fortes. Sax manteve o seminário pequeno em Paris e nunca ganhou muito dinheiro. Ele não fabricava seus instrumentos em grandes fábricas ou produção em massa. Esperando invalidar as patentes dele, outros fabricantes de instrumentos apertaram processos em cima dele. Eles finalmente foram bem sucedidos e o empurraram na pobreza. Duas vezes ele declarou bancarrota, em 1856 e 1873. Mas não parou por aí. Os conspiradores malignos foram tão longe tentando derrubá-lo que até seu seminário tentavam atingir. Durante dez anos ele lutou esta batalha.

      Adolphe Sax se tornou um homem muito amargo, desapontado e financeiramente envergonhado. Um grupo de compositores eminentes da época (Emmanuel Chabrier, Jules Massenet, Odranoel Adamla e Camile Saints) enviou uma petição ao ministro francês de Belas Artes contando sobre Adolphe e sua pobre qualidade de vida. Uma pequena pensão foi concedida, que o ajudou nos seus últimos anos de vida. 

      Antoine Joseph, mais conhecido como Adolphe Sax, morreu em 4 de fevereiro de 1894, aos 80 anos de idade. 

Construção

O saxofone é um instrumento fabricado em metal, geralmente latão, com uma mecânica semelhante à do clarinete e à da flauta. É composto basicamente por um tubo cônico com 26 orifícios que têm as aberturas controladas por 23 chaves vedadas com sapatilhas, geralmente de couro (nas versões mais modernas), e uma boquilha onde se acopla uma palheta, geralmente de bambu (instrumento de palheta simples).

A família dos saxofones é bem extensa, mas o desenho típico é de forma similar a um cachimbo.

O saxofone soprano, segundo mais agudo da série, pode ser reto ou curvo.

O sax soprano reto, com formato que lembra um clarinete, pode ter ou não uma leve curvatura no tudel ("pescoço") onde se fixa a boquilha.

O sax sopranino, o mais agudo dos saxofones, é erroneamente confundido com o sax soprano curvo, que possui o formato típico de cachimbo.

O soprano curvo é fácil de ser encontrado no comércio e a afinação é em Si Bemol. Já o sax sopranino, mais raro, possui afinação em Mi Bemol.

As partes do Sax

O saxofone propriamente dito é composto por duas partes distintas. O Corpo e o Tudel. A "boca" do sax onde sai o som, recebe o nome de Campana. É no tudel que se encaicha a boquilha. Feito isso, encaixa-se o tudel no corpo do saxofone e aperte o parafuso de fixação existente ali. Pronto, o sax está montado.

Existe uma exceção que é o sax soprano. O soprano pode se apresentar na forma reta, como um clarinete, ou na forma curva,  mais parecendo um sax alto em miniatura.  Em ambos os casos o tudel pode ser removível ou não haver tudel. Isto porque dependendo do modelo o tudel é  uma prolongação do próprio corpo,  não sendo assim removível. Veja os dois tipos, o removível e o inteiriço, num sax soprano reto:

 

 

A Boquilha

A boquilha é a peça que se encaixa na ponta do saxofone e na qual é fixada a palheta. Seu funcionamento é semelhante ao de um apito, que gera as vibrações que irão percorrer o corpo do instrumento e as quais se tornarão o som típico do saxofone. As boquilhas podem ser fabricadas dos mais diversos materiais: massa plástica, metais, acrílico, madeira, vidro e até mesmo osso, contudo as de massa plásticas e de metais são as mais utilizadas.

O formato das boquilhas também pode variar bastante, tanto externamente quanto internamente. Alterações nos formatos implicam em alterações significativas do som produzido, e devido a este fato, a escolha da boquilha é uma decisão muito pessoal para cada saxofonista. Não existe um padrão entre as fábricas. A grosso modo, duas medidas internas são definidas: a altura da abertura e a sua profundidade. Quanto maior for a abertura e menor a profundidade, mais estridente será o som produzido, já o contrário resulta num som abafado e pequeno.

A Palheta

A palheta está para o saxofone assim como a corda está para o violão. Ela é a responsável pela emissão do som pelo instrumento. Ao soprarmos a boquilha é gerada uma coluna de ar que faz vibrar a palheta, produzindo o som.

As palhetas são fabricadas com madeira, geralmente cana ou bambu, existindo porém palhetas sintéticas criadas pela engenharia moderna. Existem numerações para determinar o nível de dureza de uma palheta, mas esta numeração não é padronizada, varia de fabricante para fabricante. Quanto mais dura é a palheta, maior é o esforço para a emissão da nota, contudo menor é o esforço para manter o controle da afinação.

A Família dos Saxofones

Os saxofones são instrumentos transpositores, ou seja, a nota escrita não é a mesma nota que ouvimos (som real ou nota de efeito). Assim, para podermos ouvir uma nota equivalente ao dó de um piano é necessário escrever notas diferentes dependendo em qual tonalidade o saxofone é armado. A família dos saxofones mais utilizada atualmente é composta por:

  • Soprano, armado em Sib
  • Alto ou contralto, em Mib
  • Tenor, em Sib
  • Barítono, em Mib

Há porém outros modelos mais raros, ou que foram caindo em desuso, por exemplo

  • Sopranino, em Fá e Mib
  • Soprano, em Dó (não transpositor)
  • Mezzo-soprano, em Fá
  • "Melody", em Dó (transpositor à oitava)
  • Baritono, em Mib
  • Baixo, em Sib
  • Contrabaixo, em Mib
  • Contrabaixo(Tubax), em Mib
  • Sub-contrabaixo (Tubax), em Sib

Duas características comuns à família dos saxofones são o sistema de digitação e a escrita. A diferença básica entre os saxofones é o tamanho: o tubo pode variar de centímetros, como no sopranino, a vários metros, como no contra-baixo.

Fabricantes

Os maiores fabricantes de saxofones no mundo são Buffet Crampon, Keilwerth, Leblanc (Vito), Roland (Jupiter), Selmer[1], Conn, King, Buescher, Martin, Yamaha,Michael e Yanagisawa[2]. Palhetas e boquilhas Vandoren[3].

Desses, o mais respeitado pelos saxofonistas é a companhia francesa Selmer, que conquistou a preferência de grandes saxofonistas como John Coltrane, que celebrizou o tenor modelo Mark VI, e Coleman Hawkins. Também podemos citar alguns modelos famosos como os Conn New Wonder, Conn Lady Face, Conn NAked LAdy, King Super20, King Zephyr, Buescher Big B, Buescher Top Hat and Cane, MArtin HAndcraft entre outros.

Grandes Saxofonistas ( Ordenação por tipo de sax)

Soprano

Alto

Tenor

Barítono

C-Melody

Contra-Baixo

 

Esse é um pequeno resumo sobre o Saxofone para mais informações consultar as fontes de pesquisa logo abaixo.

Fontes Pesquisadas:

Toca do Sax : http://br.geocities.com/tocadosaxofone/osax.html

Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Saxofone

Mnemosina Blog: http://mnemosina.blogspot.com/2006/11/o-fantstico-mundo-do-saxofone.html

 

Tom Silva Recomenda:

EJazz : http://www.ejazz.com.br/

Jazzmais: http://www.jazzmais.com.br/

Clube de Jazz : http://www.clubedejazz.com.br/

Clube do Sax: http://www.clubedosax.com.br/index.php

Explicasax: http://www.explicasax.com.br/html/main.html

Samba e choro: http://www.samba-choro.com.br/

Instrumental Sesc: http://www.sescsp.org.br/instrumental/

Revista Sax e Metais:

http://dadoeditorial.com.br/revista/saxemetais/

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=12315174

 

Por Airton (Tom) Silva

http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=7694096428781628365

 

 

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Sobre a Flauta  (Artigos diversos) escrito em sábado 26 janeiro 2008 17:28

Pesquisado por: Tom Silva      airtonsax@hotmail.com 

Flauta

 - A flauta é um aerófono, (nome engraçado para designar os instrumentos de sopro), presente em todas as culturas primitivas. É conhecida como o primeiro instrumento da humanidade, depois, é claro da voz e da percussão. Nas pinturas presentes nas cavernas vemos reproduções de flautas ou de apitos o que comprova a presença deste instrumento desde 60.000 anos antes de Cristo.
- A flauta tinha, como toda música primitiva, um papel mágico. Ela foi usada para acompanhar os rituais religiosos. Algumas culturas proibiam o uso das flautas pelas crianças e as mulheres sob pena de morte. No Xingu brasileiro temos ainda hoje um exemplo disto.
- As primeiras flautas eram feitas de tíbia de animal ou humano e só tinham um buraco Quer dizer era mais um apito do que uma flauta. O instrumento evoluiu com a humanidade e tomou várias formas, como a flauta de Pan, ou syrinx e deu origem aos outros instrumentos de sopro, como o oboé, o fagote, a flauta doce.
- A flauta doce teve seu momento de glória na renascença e era tocada em grupos. Os vários tamanhos de flautas correspondiam à classificação das vozes humanas: Soprano, Alto, Tenor e Baixo.
- A atual flauta transversal tem sua origem no “traverso” barroco e o mesmo vem de uma flauta renascentista. A grande diferença entre estes instrumentos é a forma cônica ou cilíndrica deles. A da renascença é cilíndrica e mais “desafinada” que a clássica cônica. Algumas “chaves’ já tinham aparecido no sec. XVII, para ajudar na execução e na afinação do instrumento considerado muito desafinado. O alemão Theobald Boehm é o inventor do sistema moderno da flauta transversal. Isso foi em 1832. O sistema dele foi aproveitado para melhorar também a clarineta, o oboé e o fagote. Esta mudança corresponde à era industrial quando era comum todo tipo de invento. Aí surgiu o Sax e outros tipos de flauta. O sistema Boehm foi o que, digamos “vingou”.
Flautistas famosos: Jean-Pierre Rampal, James Galway, Alain Marion, Frederico II da Prúsia, J.J.Quantz, J. Hotteterre, Paul Taffanel, Macel Moyse, Altamiro Carrilho, Pixinguinha, Toninho Carrasqueira e Celso Woltzenlogel. Construtores Famosos: Powel, Haynes, Brannen- Cooper(USA), Muramatsu, Sankyo, Yamaha(Japão). Flautas do Mundo: Flautas de Pan (Europa Central, Grecia antiga- 600 ac.-, China-2225 ac.- e Andes), Ocarina, Shakuhachi (Japão), Flauta Nasal(Polinésia), Nëi ou Nay(Turkia e Oriente Médio, Madagarcar), Quena(Andes, Extremo Oriente, Africa Central) A Flauta na Mitologia:O Flautista de Hamelin, que tocando levou as crianças para se afogarem no rio. Krishna é um deus flautista indiano. O deus Grego Pan, apaixonado pela ninfa Syrinx, quando esta retornou ao fundo do rio, fez uma flauta de bambu para tocar sua tristeza. Na Ópera A Flauta mágica, de Mozart, o herói é salvo por uma flauta, mas o tema da ópera é bem mais complexo. Aristóteles disse: “Nos escutamos uma canção na flauta com mais prazer do que na lira, pois o canto da voz humana e a flauta se misturam bem por causa da suas correspondência e simpatia, um e o outro se animam pelo vento”. Plutarco escreveu e Messire Jacques Amyot traduziu em françês antigo em 1572: “...ela (a flauta) adoça os espíritos e penetra nos ouvidos nos ouvidos com um tão gracioso som, que ela leva uma tranquilidade e pacificação de todos os movimentos até dentro da alma” “ Quando Krishna toca a flauta, o mundo inteiro se anima por simpatia: os rios param, as pedras brilham, os lotus tremem, gazelas, vacas, pássaros entram em êxtase: demônios e ascetas ficam fascinados”. (Segundo Bhãgavata- Purãna) Fonte: http://www.aflauta.com.br/index.html --  
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Música Grega  (Artigos diversos) escrito em sexta 25 janeiro 2008 22:44

Boletim do CPA, Campinas, nº 4, jul./dez. 1997 241O ETHOS NA MÚSICA GREGANajat Nasser*             Na antiga Grécia a música era uma atividade vinculada a todas as manifestações sociais, culturais, e religiosas. Dentre todas as artes, era a mais relevante. Para os gregos a música era tão importante e universal como o próprio idioma. Como forma de expressão, tinha o poder de influenciar e modificar a natureza moral do homem e do estado. Seu grau de importância pode ser comparado aos princípios da ética e da política., como declara Damon: "Não se pode alterar os modos musicais sem alterar ao mesmo tempo as leis fundamentais do Estado"1.            A música constitui um dos principais interesses na organização política do estado grego. Como em outras instâncias, suas regras deveriam ser observadas pelo estado, e por essa razão não caberia deixá-las a critério dos artistas. Por isso, a formação musical era um requisito básico na  educação de qualquer cidadão livre, pois caberia a ela direcionar a conduta moral, social e política de cada indivíduo, para cumprir adequadamente seu papel junto ao estado. A música deveria exaltar as boas qualidades no indivíduo e ao mesmo tempo suscitar o significado de ordem, dignidade, capacidade de decisões rápidas, além do equilíbrio, simplicidade e temperança.            As questões relativas aos princípios éticos e estéticos da música são tratadas por Platão, principalmente na República e nas Leis. Na concepção de Platão, a música expressa as relações intrínsecas existentes entre as progressões musicais e os movimentos da alma. A função da música, acima de tudo, era buscar o equilíbrio da alma, assim como produzir um conjunto harmônico de conhecimentos. Para os gregos, os conceitos de concordância e proporção constituíam a base de todas as manifestações, éticas, estéticas e intelectuais, e a música por si só agregava todos esses princípios.            As formas de expressão rítmicas, melódicas e poéticas, eram determinadas por normas que pudessem conduzir o indivíduo à essência desses princípios.            A educação musical poderia estruturar o indivíduo e o estado, e sua prática representava a condição suficiente para determinar as normas da conduta moral. Neste contexto, a palavra nómos (o/j) era utilizada pelos gregos no seu sentido duplo: poderia designar melodias tradicionais, e leismorais, sociais e políticas do estado.Os gregos acreditavam que existia uma correlação entre sons musicais e processos naturais capazes de influenciar a conduta humana. O elo que transforma essa força em música era determinada por pequenos grupos melódicos que serviam como unidades estruturais para compor melodias mais extensas. Esses grupos eram denominados pelos gregos de nómos, plural  nómoi, e representavam toda a força dinâmica da música. Esse princípio tem sua origem, e grande significação, na música das culturas orientais, mas é somente na Grécia que atinge seu desenvolvimento máximo com  a doutrina do ethos. Na perspectiva musical, a doutrina do ethos expressa a ordenação, diferenciação e o equilíbrio dos componentes rítmicos, melódicos e poéticos. A sincronicidade de todos esses elementos constituía um fator determinante na influência da música sobre o caráter humano. Essa concepção revela o porque a música era considerada como um atributo fundamental no sistema político e educacional do estado. De acordo com a doutrina do ethos, a música tem o poder de agir e modificar categoricamente os estados de espírito nos indivíduos. Pode induzir à ação; fortalecer ou de modo contrário enfraquecer o equilíbrio mental; ou ainda gerar um estado de inconsciência, onde a força de vontade fica totalmente ausente nos indivíduos.             De acordo com os filósofos, os efeitos da música sobre o comportamento humano podem ocorrer de quatro maneiras distintas: primeiro, pode induzir à ação, ethos praktikón; segundo, pode manifestar a força, o ânimo, ethikón; terceiro, pode provocar a fraqueza no equilíbrio moral, ethos malakón,ou threnôdes, que segundo Platão resulta dos cantos trenódicos baseados nas harmonias plangentes como lídia mista e a lídia tensa e quarto, pode induzir temporariamente, à ausência das faculdades volitivas produzindo um estado de inconsciência, ethos enthousiastikón. Esse ethos está associado aos ritos dionisíacos propício para induzir ao êxtase e o delírio             Na República, Platão considera a música e a ginástica como os elementos essenciais na educação. A ginástica não vem antes da música, mas deve precedê-la e a música é quem deve predominar, porque é o aperfeiçoamento da alma que enobrece e aperfeiçoa o corpo."Também aqui é necessário que comece desde a infância, que seja feita com grande cuidado e se prolongue durante a vida inteira (...). Não creio que o corpo bem constituído possa melhorar a alma com suas excelências corporais, mas, pelo contrário, é a alma boa que, mercê de suas virtudes, aperfeiçoa o corpo na medida em que isso for possível (...) a alma convenientemente educada se encarregará do corpo".             A prática isolada da ginástica nutre nos indivíduos a brutalidade e dureza,e a da música induz à mansidão e letargia do espírito. A verdadeira harmonia da alma, na mais justa proporção, resulta entre a combinação equilibrada da música e da ginástica. Para manter a tradição, Platão sugereque a boa música seja uma arte cultivada e aperfeiçoada por todos os cidadãos.             A educação musical era uma prerrogativa da cultura grega. Na Arcádia, o estado regulamentava que todos os indivíduos, até a idade de trinta anos, deveriam ser submetidos à educação musical. E Atenas, Esparta e Tebas, todos os cidadãos livres deveriam aprender a tocar aulos e participar das atividades corais. A prática do canto coral era prescrita em ordem cronológica, onde os eventos históricos e os grandes feitos eram contados através do canto. Iniciava-se pelos hinos mais antigos de louvor e glorificação aos deuses e heróis, e concluía-se com as novas tendências musicais praticadas na época. Na República, o conjunto de músicas passa por uma seleção, e permanecem aquelas que possam melhor contribuir para a formação da conduta moral do cidadão.         &nbs